#36 - Porque o jeito que avaliam TAM está errado
Todo mundo entrando em saúde, novas diretrizes alimentares e uma sauna para colocar na sala
Sejam bem-vindos à Edição No. 36 da Leite de Cabra.
Nossa missão aqui é contar os bastidores da construção de uma healthtech do zero e compartilhar conhecimento e conteúdo de alta qualidade sobre empreendedorismo, saúde e tecnologia. Sempre em até 3 minutos.
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Contratamos uma pessoa para tocar nosso time de operações. LG começou na segunda feira e já está operando a todo vapor.
Começamos a ter alguns feedbacks mais estruturados. Olha esse que legal: 88% dos nossos clientes acreditam que avaliamos eles de forma mais profunda do que qualquer outro médico.
Estamos abrindo cada vez mais vagas para novos clientes. Ainda temos poucas vagas por semana, mas se quiser conhecer o produto, só se cadastrar aqui que o Leite pessoalmente vai te chamar.
Porque o jeito que avaliam TAM está errado
TAM (Total Addressable Market) é preciso ser avaliado de um jeito totalmente diferente se você está vivendo um ponto de inflexão tecnológico.
Não me leve a mal, TAM é um conceito super útil para avaliar mercados que já existem.
Quando eu trabalhava em consultoria, eu adorava empilhar um monte de premissas, rodar um modelo e fechar um slide bonito mostrando o potencial máximo de um mercado.
Assumindo que as regras do jogo não mudem, é uma excelente análise para entender qual o teto de crescimento de uma empresa.
O problema é que as maiores empresas do mundo não nasceram dentro de mercados existentes. Elas criaram seus próprios mercados.
E essas oportunidades aparecem em janelas raríssimas no tempo. Normalmente quando surge alguma novidade que muda completamente as dinâmicas pré-existentes de um setor.
Vamos pegar o mercado de consultas médicas como exemplo. Segundo a ANS, fizemos 284 milhões de consultas médicas no sistema privado de saúde. Estamos falando de um mercado de R$36,4 bi. Pronto, tá dado o TAM.
Mas o que acontece com esse mercado se as pessoas passarem a ter acesso aos melhores médicos do Brasil (aqueles que hoje só atendem bilionários e cobram R$5.000 por consulta) pagando 10x menos do que pagam hoje para serem atendidas por um médico recém-formado na Uniesquina?
Esse TAM simplesmente deixa de fazer sentido.
E o mais interessante é que todos os mercados adjacentes mudam junto. Com esse nível de acesso, uma pessoa que nunca ia ao médico passa a ir. Descobre que o cansaço constante não era normal, mas um sintoma de diabetes tipo 2. Recebe uma prescrição de metformina.
De repente, toda a dinâmica do mercado de R$161 bilhões de varejo farmacêutico também vira de cabeça para baixo. O mesmo acontece com exames, procedimentos, planos de saúde e tudo que vem depois.
E qual passa a ser o TAM de cada um desses mercados?
Honestamente, ninguém sabe.
Assim como ninguém sabia qual era o TAM de ads quando o Facebook nasceu. Ou qual era o tamanho do mercado de streaming quando o Spotify surgiu. Ou quando comparavam o mercado do Uber e da Lyft com o de taxistas.
Em momentos de ruptura estrutural, TAM não é uma resposta. É a pergunta errada.
O que rolou na comunidade essa semana
🥗 Patricia de Faria - Como sei qual é a dieta mais adequada para mim?
🥩 Dr. Rodrigo Bomeny - Novas Diretrizes Alimentares 2025–2030: “Coma Comida de Verdade”
💤 Dr. Renato Tomioka - As peculiaridades do sono das mulheres
🛌 Dr. Gabriela Prado - Magnésio: glicinato ou treonato? O que muda de verdade?
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Curadoria da semana
OpenAI anunciou que começou a testar ads no ChatGPT free.
De repente, todo mundo está entrando em Health: só na semana passada a OpenAI comprou a startup Torch e a Anthropic lançou o Claude for Healthcare.
Site legal da semana: essa sauna que é linda, parece um móvel de luxo e cabe na sua sala de casa.
Nos vemos domingo que vem
Sabia que ao indicar você pode ganhar recompensas?
Vida longa a todos,
Leite e Cabral
(P.S. Mande algo que pensou! A gente lê todas as respostas.)

