#37 - Go-to-market B2C2B
B2C2B in digital health, máquina do tempo e os melhores e-mails como inspiração.
Sejam bem-vindos à Edição No. 37 da Leite de Cabra.
Nossa missão aqui é contar os bastidores da construção de uma healthtech do zero e compartilhar conhecimento e conteúdo de alta qualidade sobre empreendedorismo, saúde e tecnologia. Sempre em até 3 minutos.
Contagem de palavras de hoje: 620 palavras
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Semana passada compartilhamos com vocês um link errado para conhecerem mais sobre o nosso produto. Aqui vai o certo! Clique no botão abaixo para se inscrever e o Leite te contar um pouco mais:
Go-to-market B2C2B
O jeito que acreditamos ser o melhor para construir um produto de saúde relevante no longo prazo passa por distribuir inicialmente a solução para o consumidor final.
O B2C2B é uma estratégia bottom-up, que significa começar vendendo direto para a pessoa, construir e provar valor, engajamento e uso consistente, para então transformar isso em uma venda para empresas, operadoras ou outras organizações.
E por que isso faria sentido? Não é um caminho muito longo para quem já poderia ir direto buscar eficiência no custo de aquisição vendendo para empresas?
Por dois motivos:
O primeiro é que não queremos ser mais uma daquelas empresas que constroem uma solução para o RH e que nenhuma pessoa quer usar. Em outras palavras, um benefício que as pessoas não veem valor. Não precisamos citar exemplos aqui, mas com certeza vocês conhecem alguma delas.
A expectativa das pessoas em relação aos produtos atuais é muito alta e, por consequência, quando construímos interagindo diretamente com elas, sem um intermediário, temos um ciclo de feedback mais rápido e conseguimos iterar melhor a solução rumo a um produto mais atrativo no longo prazo.
O segundo motivo é que, do lado das empresas, existe um excesso de oferta. Executivos estão exaustos de receber pitches de soluções que prometem muito e provam pouco. Hoje, ninguém quer comprar tese, mas sim evidência.
Se chegamos para uma empresa relevante com algo bonito no papel, mas sem números e história para contar, tudo fica muito mais difícil.
Agora, quando você chega para uma empresa dizendo: “cem, quinhentas, mil pessoas daqui já usam isso, seguem as recomendações e estão melhorando”, a conversa muda de patamar.
Nós vimos isso na Alice. Teria sido muito difícil começar vendendo para empresas quando ainda havia apenas um hospital na rede credenciada. Ganhar tração no B2C foi essencial para distribuir o produto com muito mais potência mais tarde, por corretores e empresas.
Então, começar pelo consumidor nos força a construir um produto melhor. Nos obriga a resolver problemas reais, com clareza, conveniência e resultado.
E sabemos que, para escalar com eficiência no nível da nossa ambição, precisaremos distribuir por fontes pagadoras que não sejam apenas o bolso das próprias pessoas.
O que rolou na comunidade essa semana
🚴♀️ Dr. André Rizzuti - Entendendo a RED-S: A Síndrome da Deficiência Energética Relativa no Atleta de Endurance
💪 Rafa Lund - Mitos e verdades sobre TREINO E DOR.
🩺 Dr. Renato Tomioka - Menopausa, terapia hormonal e câncer de mama: o que realmente mudou
🛌 Patricia de Faria - Açúcar é melhor que adoçante? Alegações comuns e como interpretá-las à luz das evidências
Curadoria da semana
B2C2B in digital health - para complementar o texto da semana!
O melhor site para você fazer benchmark de e-mails.
O WaybackMachine é o site que usamos para printar o site da Alice no passado. Com ele você consegue ver sites antigos de qualquer empresa. Aqui o do Nubank em 2014.
Nos vemos domingo que vem
Vida longa a todos,
Leite e Cabral
(P.S. Mande algo que pensou! A gente lê todas as respostas.)


