#39 - Porque gosto importa?
As funções do seu corpo, taste explicado por Paul Graham e 10 princípios para um bom design
Sejam bem-vindos à Edição No. 39 da Leite de Cabra.
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Leite foi para São Francisco, para uma conferência de Consumer Health Care em Stanford.
Revisitamos o lugar onde escrevemos a primeira versão das nossas cinco virtudes.
Enquanto ele conversa com gringo, o time segue trabalhando nos detalhes finais do lançamento.
Porque gosto importa?
Gosto parece ser algo extremamente subjetivo. A gente cresce ouvindo que “gosto cada um tem o seu”.
Mas essa foi mais uma das meias verdades que nossos pais nos contaram para nos deixar feliz.
Gosto importa. Existe, sim, bom gosto. E existe mau gosto.
Se gosto fosse puramente subjetivo, não diríamos que Leonardo da Vinci era um grande artista. Dizer que ele era “grande” implica comparação. Implica reconhecer que havia ali algo. Técnica, composição, sensibilidade, domínio de forma e proporção, que o colocava acima de outros.
Ou seja: existem critérios. E isso não vale só para arte.
Gosto não é apenas estética. É julgamento. É discernimento. É a capacidade de perceber qualidade, coerência, profundidade. É saber distinguir o que é bem resolvido do que é apenas barulhento. O que é essencial do que é excesso.
Como qualquer disciplina, gosto pode ser refinado.
Existem elementos relativamente objetivos para avaliar qualidade em design, em código, em produto, em texto. Paul Graham escreveu sobre isso em 2002. Reli o artigo neste fim de semana e ele nunca pareceu tão atual.
Nunca foi tão fácil produzir software.
Antes, só grandes times de engenharia, com desenvolvedores muito experientes, conseguiam tirar um produto do papel. Hoje, qualquer pessoa dedicada consegue construir algo funcional.
Prova disso foi o que o Cabral fez no Carnaval: cansado das limitações da ferramenta que havíamos contratado para nosso backoffice, decidiu construir a nossa própria.
Detalhe importante: ele não sabe programar.
Três dias imerso no Replit e, na quarta-feira de cinzas, substituímos uma ferramenta de mercado por uma feita por nós, 100% desenhada para as nossas necessidades.
Mas o que isso tem a ver com gosto?
Em um mundo onde qualquer um pode construir quase qualquer coisa, o diferencial deixa de ser a capacidade de executar. Passa a ser a capacidade de escolher.
Escolher o que merece existir.
Escolher o que não precisa ser feito.
Escolher o que simplificar.
Escolher o que deixar de fora.
E para isso, gosto importa.
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Curadoria da semana
O texto do Paul Graham sobre ‘taste’.
Esse site que te ajuda a entender as funções de cada parte do seu corpo.
Dieter Rams: 10 princípios para um bom design.
Nos vemos domingo que vem
Vida longa a todos,
Leite e Cabral
(P.S. Mande algo que pensou! A gente lê todas as respostas.)


